Acordeões do Mundo



Concertos

 

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Taper Duel (Espanha)
27 Outubro » Quarta » Teatro-Cine de Torres Vedras » 21h30

Taper Duel é o novo projecto de dois jovens e experimentados músicos da cena folk / jazz de Espanha.
Jorge Arribas (La Musgaña, Celtas Cortos) e César Diez (Rao Trio, Maria Salgado) interpretam melodias populares e de autor, numa perspectiva abrangente, mas sem perder as raízes que os identificam. Em torno de uma atmosfera especial criada por um acordeão e um baixo, que fluem criativamente a partir da música tradicional, redesenhando novas sonoridades, com o aporte de ambos os músicos.
Neste festival apresentam o CD "Otodectes", contando com a participação especial de Adal Pumabarín, percussionista canário com uma linguagem étnica e racial que dá uma cor especial à música do duo. Uma proposta evocadora, em que as improvisações se misturam com as melodias tradicionais de Castilla e León e diversas músicas europeias.


Jorge Arribas» acordeão, vibrandoneon, flauta transversal
Cesar Diéz» baixo eléctrico, fretless, bouzouki, loop station
Músico convidado:
Adal Pumabarín » bateria, congas, caixa flamenca e udu

PROGRAMA:
Las Morsas también Bailan (J. Arribas)
Cilantro (Taper Duel)
Alavalse (J. Arribas)
A Night in Tunisia (Dizzy Gillespie)
Delfines a Babor (J. Arribas)
Lejos de Aquí (C. Díez)
El Mosquito Finlandés (C. Díez)
Vengo de Moler (Tradicional / C. Díez)
Terra (J. Arribas)
El Corrido del Tío Encinas (Tradicional / C. Díez)
Nana para Nerea (J. Arribas)
7 en Besaya (J. Arribas)
Bulería de Arousa (C. Díez)
Los Osos también tocan la Trompeta (C. Díez)

 


Info: www.myspace.com/taperduel
www.taperduel.tk


Tricycle (Bélgica)
28 Outubro » Quinta » Teatro-Cine de Torres Vedras » 21h30

Tricycle foi criado em 2001 pelo acordionista/pianista belga Tuur Florizoone.
Este trio - acordeão, saxofone soprano e contrabaixo - evoca criatividade e imaginação. A pesquisa de sons e novas possibilidades nos instrumentos resulta numa forma muito pessoal e orgânica de tocar as suas composições originais, condimentadas com interacção e improvisação.

Alguns chamam-lhe ‘jazz', outros ‘world' ou ‘imaginário'... a escolha é do ouvinte. A música dos Tricycle é uma criação energética, abrangente, com carácter visual. Tricycle dirige-se a uma audiência alargada, curiosa e aventureira. As composições originais da banda, tingidas com nostalgia, evocam, de forma subtil, velhos estereótipos.
Após o lançamento do seu primeiro álbum 'ORANGE FOR TEA' em Dezembro de 2004 na Bélgica, o grupo deu um grande passo em frente. Com mais de 60 concertos em 8 meses, têm tocado em festivais de Jazz, World Music, salas de concertos de renome, como 'Le Palais des beaux arts' em Bruxelas, Canadá, Brasil, China, França, Alemanha.
O grupo recebeu 3 nomeações para o prestigiado prémio 'Les octaves de la Musique'
(edição 2005): "Melhor Banda Jazz", "Espectáculo/concerto da temporada" e "Artista da temporada".

Vincent Noiret » contrabaixo
Philippe Laloy » saxofone soprano, flauta
Tuur Florizoone » composições, acordeão, piano


Info no site: www.tricycle.be


MKF [Trio] (França)
29 de Outubro » Sexta » Teatro-Cine de Torres Vedras » 21h30

Através deste trio é feita a ligação entre a música tradicional e a música electrónica, fusão de sons de instrumentos acústicos (acordeões diatónicos, accordina, pizzodeon) e de máquinas, aproximando os "parquets" dos bailes do passado e as pistas de dança de hoje em dia.

MKF [trio], Musical Kinematic Factory - criado em Janeiro 2010 - fabrica um som universal, misturando instrumentos acústicos e ferramentas oriundas da modernidade. Estes 3 DJ's, cada um com a sua "caixa de botões" («button box»), trabalham "à mão" o seu som, tocando os seus teclados como «faders». Madeira, metal, pele e chips electrónicos, são as matérias-primas desta criação, misturadas pelas seis mãos destes 3 músicos de renome, originais de Grenoble.
Melodicamente, ritmicamente, as suas intenções são disparadas como flechas aos seus diversos alvos: corações, pés, córtex... Durante os 20 anos em que trabalharam em conjunto o acordeão diatónico, Stéphane Milleret e Norbert Pignol sempre dissiparam a imagem que acompanha este instrumento, explorando a musica tradicional do centro da Europa, bem como música improvisada. Curiosos, insatisfeitos, eles abrem o instrumento, literal e figurativamente falando.
O encontro com o guitarrista e "investigador sonoro" Daniel Bartoletti, levou este trio para novas paisagens sonoras, em que os acordeões se misturam com máquinas, sendo entrelaçados com cordas eléctricas. Com subtileza e elegância MKF [trio] esboça os contornos de um muito particular universo musical, que ecoa para além das barreiras do tempo e do espaço.

Stéphane Milleret » acordeão diatónico, pizzodeon, máquinas
Norbert Pignol » acordeão diatónico, accordina, pizzodeon, máquinas
Daniel Bartoletti » máquinas, samples, guitarra electrica, voz
François Carle » engenheiro de som
Panthère (Pascal Pelissier) » luminotécnico

 

Info nos sites: www.mkf.mustradem.com www.myspace.com/duopignolmilleret


Danças Ocultas (Portugal)
3 Novembro » Quarta » Teatro-Cine de Torres Vedras » 21h30

Na sequência do álbum Pulsar (2004) -já apresentado neste festival - e da convivência com outros instrumentos e vozes, surge "Tarab", o novo álbum de originais dos "Danças Ocultas". O conceito ‘tarab', usado no Norte de África, assenta na ideia de um nível superior de consciência colectiva atingido numa performance, partilhado entre artista e público.

O acordeão diatónico - em Portugal conhecido por concertina - é um instrumento concebido na primeira metade do século XIX, e depois aperfeiçoado por diversos construtores europeus, que hoje ecoa memórias de uma outra vivência do espaço musical: um tempo anterior ao disco, à rádio. Continua, porém, a ser uma máquina de construir sonhos; e, por conseguinte, de inventar futuros possíveis, de fazer sentidos.

Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel começaram por organizar-se em torno de um sonho: o de desenvolverem as aptidões da execução enquanto investigavam as possibilidades de afastar o instrumento do folclore tradicional, acatando o que então era entendido como a "vontade da concertina", mas fazendo para ela uma música nova. Foram os tempos que conduziram a um nome para o quarteto e para o seu primeiro disco, Danças Ocultas, com um repertório onde predominavam as composições de Artur Fernandes.

Desde então, vêm experimentando as ligações entre uma gramática musical própria e a introdução de algumas inovações técnicas como a construção de uma concertina-baixo e uma visão assumidamente mais universalista e transcultural do fenómeno musical e da cultura contemporânea. Jogos de som, de ritmo e de harmonia, entre o passado e o futuro: ou seja, produzindo sentido, em diálogo com a estética contemporânea.

Este ano voltamos a contar com a presença dos "Danças Ocultas", assumidamente um grupo de culto deste Festival.

Artur Fernandes » acordeão diatónico
Filipe Ricardo » acordeão diatónico
Filipe Cal » acordeão diatónico
Francisco Miguel » acordeão diatónico


Port Mone (Bielorrússia)
4 Novembro » Quinta » Teatro-Cine de Torres Vedras » 21h30

O Trio Port Mone existe desde 2005. Em Outubro de 2009 foi editado o primeiro album, "Dip". Durante 3 anos o projecto foi apresentado em diversos concertos e festivais, nomeadamente "Pustye Holmy" - Rússia; "Art Pole" - Ucrânia; "Festival of puppet theatres" - Irão; "Muzyczne Smaki Europy" - Polónia, Lublin; "Kultflux" - Lituânia; "S.K.I.F." (Sergey Kuryohin International Festival) - Rússia.

O conceito criativo da banda baseia-se na ideia da música como um contínuo momento, considerando que a música existe sempre e em todo o lado, e que pode começar em qualquer momento. Cada evento pode ser um ponto de partida para um novo tópico; pode ser o começo de uma música. Podemos sempre ouvir, sentir e depois organizar um caos acústico à nossa volta, numa construção musical.

Os músicos da banda referem tentar criar as suas músicas deliberadamente acessíveis, alcançando o efeito necessário através de alterações mínimas na textura, temas, modo de apresentação, transformando o espaço circundante de um modo imperceptível e suave, levando o ouvinte a identificar-se nele.

As peças de música dos Port Mone não são contextualizadas ao gosto comum, nem narcísicas. São sobretudo experiências partilhadas entre os músicos e o ouvinte.

Observação atenta do seu som, instantaneamente nascido e morto, representa o conceito criativo dos Port Mone. Numa tentativa de dar liberdade e tempo ao som no instante, sem padronizar o ouvinte. Afirma-se por uma musicalidade desligada do tempo, sensual e conceptual, quebrando rotinas habituais.

Como soa - folck, etno, lounge, minimal, ambiental - cabe ao ouvinte decidir.

Alexey Vorsoba » acordeão
Sergey Kravchenko » percussão
Alexey Vanchuk » baixo eléctrico

Info nos sites: www.myspace.com/portmone


Raul Barboza (Argentina)
5 Novembro » Sexta » Teatro-Cine de Torres Vedras » 21h30

O acordeonista argentino Raúl Barboza, que fez do chamamé sua religião. É considerado um dos ícones do género nascido na província argentina de Corrientes e largamente difundido no Rio Grande do Sul.

As melodias de Raúl Barboza falam sobre uma tonalidade telúrica; Raul é como um pintor musical capaz de retratar uma geografia secular.

"Assim como o tomate, o milho, o pimento, o tabaco e o chocolate, a música Raúl Barboza é um dos melhores frutos que o Novo Mundo pode oferecer-nos".

O acordeão e a voz oferecem uma música vermelha que se matiza com todas as outras cores. O domínio desta música é o do encontro: do acontecimento, é uma ocasião de trocas, de presentes, de presença!

..."não sei nada do chamamé, seria incapaz de o tocar, primeiro é necessário ter nascido naquela região da Argentina e depois seria necessário ter nascido Barboza para ter este incrível "swing" correntino. É normal, Rául não é um comerciante como a maior parte dos que tocam um chamamé antigo e medíocre. É um lutador e merece a minha consideração e a minha admiração".

Astor PIAZZOLLA N.Y. 87

Na Argentina, o chamamé é cantado e tocado, acompanhado pelos "sapucays", que, em guarani, significa "grito da alma". Entre os ritmos folclóricos argentinos, como zambas, chacareras e milongas, o chamamé é o único a permitir a emissão de "sapucays" e também o único a utilizar acordeão de botão.

 

Info nos sites: www.raulbarboza.com

                Água do Vimeiro