Acordeões do Mundo



Acordeões do Mundo 2008

O V Festival Acordeões do Mundo / World Accordion Festival, acresce dimensão artística e histórica. O seu programa de palco reúne um conjunto de intérpretes possuidores de um virtuosismo capaz de empolgar as assistências mais difíceis. Este Festival apresenta um programa ambicioso, só possível de se concretizar pelo empenhamento que a autarquia imprime na sua concretização, percebendo o alcance artístico, nacional e internacional, que o Festival possui. Muito caminho já foi cumprido, mas este Festival apresenta-se, como sempre, com um programa que reúne projectos musicais tão díspares, que reforçam a nossa dimensão cultural porque nele poder-se-ão descobrir paralelos musicais desde a Finlândia (Kraft), passando pela França (Daniel Mille), pela Argentina (Tango Quattro) , até Portugal (Duo ArtClac).


São projectos de alta qualidade musical e artística que, a partir do acordeão, nos convidam a redescobrir percursos que vão da música Clássica, ao Tango, ao Jazz e ao Contemporâneo, proporcionando a singularidade que este festival partilha com os seus públicos.
No entanto, este espaço de cruzamentos que é o World Accordion Festival, apresenta-se também em projecto de residência que tem como convidados (por terem reunido consensos e simpatias da maior parte do público deste festival), o grupo português Danças Ocultas e os músicos Renato Borghetti, vindo do Brasil e da Bulgária, Martin Lubenov. A sua intervenção culminará com um espectáculo final, com acompanhantes instrumentistas, cenário de "uma outra sonoridade", que reproduzirá um valor artístico que está muito para além de um simples concerto, porque possui um verdadeiro sentido de apropriação cultural para Torres Vedras e as suas Festas, abrindo um espaço de experiências e de reflexão com um intenso plano de trabalho prático e de novas abordagens técnico-musicais.
Este Festival já criou um espaço de multi-culturalidade que é preciso fazer perdurar, enriquecer e diversificar para manter a sua legítima apropriação e, é neste contexto que convidamos a população à sua fruição.

Carlos A.R.Mota

                Água do Vimeiro