Acordeões do Mundo



Concertos

Ode Marítima

13 de novembro de 2020 | sexta | 21h30 às 22h45
Teatro-Cine de Torres Vedras

“(…) Ó clamoroso chamamento
A cujo calor, cuja fúria fervem em mim
Numa unidade explosiva todas as minhas ânsias
Meus próprios tédios tornados dinâmicos, todos!…
Apelo lançado ao meu sangue
De um amor passado, não sei onde, que volve
E ainda tem força para me atrair e puxar,
Que ainda tem força para me fazer odiar esta vida
Que passo entre a impenetrabilidade física e psíquica
da gente real com quem vivo (…)”

Álvaro de Campos

 

"Esta aproximação à obra de Álvaro de Campos é uma aventura sobre a linguagem e as suas constelações sonoras. Por isso convidei os Danças Ocultas a estarem envolvidos na criação. O convite estendeu-se ao Alexandre Coelho e ao Alberto Lopes anteriores cúmplices. Afastando-nos de uma leitura direta e naturalista abrem-se um vasto leque de opções onde a abstração e a geometria latente e suspensa nas entrelinhas do texto e suas desmultiplicadas narrativas nos podem guiar.

Os desdobramentos de diálogos entre a infância e o mestre (entre Álvaro e Caeiro), entre o jogo de locais conhecidos e desconhecidos (o cais e os horizontes longínquos — os mares e costas por explorar e descobrir), de geografias que são tanto interiores como exteriores: territoriais e ou humanas (das tias aos piratas, ao amigo inglês), das máquinas e progresso e dos seus símbolos aliados do movimento (o volante, os barcos, as faturas, velas, escotilhas, ventoinhas) — tudo são linhas abertas à descoberta de linguagens cénicas e desafios que nos colocamos.

Um só ator acompanhado de quatro músicos será o material humano a partir do qual se construirá o debito cénico. O som, a luz e a espacialização cénica — e a eterna ironia — serão os elementos desta encenação sobre os quais incidirão os cuidados e as atenções sempre intensificados dentro das linhas de pesquisa e experimentação que o percurso da companhia vem percorrendo."  João Garcia Miguel

Encenação e interpretação: João Garcia Miguel
Criação e interpretação musical: Danças Ocultas
Iluminação e direção técnica: Alexandre Coelho
Sonorização: Nuno Rebocho
Assistente à dramaturgia: Alberto Lopes
Assistente de encenação: Roger Madureira
Assistente técnico: Luís Gomes
Figurinos: Rute Osório de Castro
Direção de produção: Georgina Pires
Produção e vendas: Janine Lages
Apoio: Teatro Ibérico | Rita Costa
Imagem fotográfica: Mário Campos Raínha
Assessoria de imprensa: The Square – Raquel Alfredo
Apoio Técnico: AUDEX
Agradecimento: Bruno Reis pela cedência do espaço Gretua para a realização de ensaios.
Companhia João Garcia Miguel tem o apoio financeira da DGARTES, Governo de Portugal
Uma coprodução Teatro Aveirense - Aveiro | Teatro Cine de Torres Vedras | Teatro Ibérico - Lisboa
Apoios: Junta de Freguesia do Beato | IEFP
Crédito fotográfico: Mário Campos Raínha

Jokers

14 de novembro de 2020 | sábado | 21h30 às 22h45
Teatro-Cine de Torres Vedras

Depois de várias colaborações em duo (com Émile Parisien, Michel Portal, Michael Wollny, François Salque, entre outros) o com o seu quinteto - Living Being - Vincent Peirani apresenta o seu novo projeto em trio, contando com as participações do guitarrista italiano Federico Casagrande e o baterista israelita Ziv Ravitz.

Este trio híbrido de acordeão, guitarra e bateria permite uma maleabilidade plástica onde cada um dos músicos se pode destacar como solista. Esta fórmula musical cosmopolita aborda todos os géneros musicais: enigmática, onírica, eletrónica, explosiva, colorida e até silenciosa. Tudo é possível e deixado ao livre arbítrio de cada um dos músicos.

Como o Joker – não tanto o vilão dos comics como a carta do baralho (o Joker pode substituir qualquer carta e ser o trunfo mais alto) – este trio centra-se na equidade e na complementaridade, explorando, por vezes, a oposição imprevisível. A contradição assume assim um papel fundamental na identidade sonora dos Jokers, tornando a sua paisagem musical ainda mais complexa e original.

 

Acordeão: Vincent Peirani
Guitarra: Federico Casagrande
Bateria: Ziv Ravitz
Crédito Fotográfico: JP Retel

Eva Parmenter Quartet

19 de novembro de 2020 | quinta | 21h30 às 23h00
Teatro-Cine de Torres Vedras

Eva Parmenter é uma das mais destacadas concertinistas em Portugal. Como intérprete, e também como compositora, propõe novos caminhos na exploração de um instrumento tradicionalmente associado à música popular numa era em que as fronteiras estilísticas se vão diluindo e tornando cada vez mais porosas. Desde sempre transporta uma insaciável sede pela viagem, numa eterna busca por músicos e músicas das mais diversas proveniências. Fluindo nesta saudável inquietação, vai desenhando a matriz da sua identidade musical. 

Num instante suspenso onde o fole é o maestro da respiração do público, uma viagem sonora que dilui fronteiras estéticas, geográficas e temporais: música do nosso mundo, do passado, do presente e do futuro. 

Atualmente, além de se apresentar a solo, toca com o duo Parapente700, Vagaço Colectivo, Ó Chibinha, Tem.pô, Trio Ronen - De La Fuente - Parmenter, Tugoslavic Orkestar e Baile das Histórias. Com estas formações tem participado em inúmeros festivais de música e dança assim como em concertos isolados em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Portugal, Itália, Suíça, Suécia, Eslovénia, Áustria, República Checa, Hungria, Turquia, China e Brasil.

Concertina e voz: Eva Parmenter 
Trompete e flauta transversal: Diogo Duque
Percussões: Juan de La Fuente
Guitarra: A definir 

Fake

20 de novembro de 2020 | sexta | 21h30 às 22h45
Teatro-Cine de Torres Vedras

Conta-se que este trio da Galiza viajou durante 15 anos a bordo do Tradincerto, um aparelho voador antigo, e descobriram um mundo de histórias fascinantes. De muitas dessas histórias conhecemos várias versões: a oficial, a popular, a lenda ou a crença. Logo compreenderão que todas elas possuem algo em comum: a incerteza de saber se são histórias verdadeiras ou falsas. E foi assim que os Talabarte começaram a interessar-se pelo mundo dos “fakes”.

Uma musicalidade que bebe da tradição europeia de ritmos dançáveis. Contemporaneidade e tradição juntas num espetáculo original e impactante onde será impossível acalmar os pés e não deixar os sentidos viajarem com Fake.

Fake foi distinguido, em 2017, com o Prémio Martín Códax da Música, na categoria Músicas do Mundo. No mesmo ano, recebeu ainda o Prémio Opinión da Música de Raíz, na categoria melhor álbum.

 

Acordeão Diatónico: Pedro Pascual
Violino: Quim Farinha
Contrabaixo: Kin García

Time of Life

21 de novembro de 2020 | sábado | 21h30 às 22h45
Teatro-Cine de Torres Vedras

Geir Draugsvoll é hoje considerado um dos mais versáteis acordeonistas clássico do mundo. O músico norueguês atuou com prestigiadas orquestras, maestros e músicos, tais como a London Symphony Orchestra, a Staatskapelle Dresden, a Münchener Philharmoniker, a Berkeley Symphony, a Stockholm Philharmonic, a Mariinsky Orchestra, Valery Gergiev, Donald Runnicles, David Geringas, Yuri Bashmet, Vasily Petrenko ou Joana Carneiro.

A música dinamarquesa Mette Rasmussen tem tocado em diversos festivais e programas de televisão, em países como Noruega, Dinamarca, Suécia, França, China, Irlanda, Holanda, Inglaterra e Suiça.

Como dueto, Geir Draugsvoll e Mette Rasmussen deram concertos em diversos países, usualmente com reportório de Astor Piazzolla, uma vez que as composições de Novo Tango encaixam particularmente bem na exploração deste diálogo entre acordeão e piano, enfatizando as possibilidades contemporâneas da interpretação do duo, a energia rítmica e a atmosfera marcadamente melancólica da obra.

Recentemente editaram o seu tributo a Piazzolla com o disco “Time of Life”, trabalho que tem recebido as melhores críticas e elogios por todo o mundo.

Programa

  • Tanti Anni Prima
  • 4 seasons of Buenos Aires
    • Primavera Porteña
    • Verano Porteño
    • Otono Porteño
    • Invierno Porteño
  • Oblivion
  • Michelangelo 70
  • Milonga del Angel
  • Double Concerto - Hommage à Liège
    • Introducción
    • Milonga
    • Tango
  • Chiquelin du Bachin (solo)
  • Libertango

 

 

Composições de Astor Piazzolla
Acordeão: Geir Draugsvoll
Piano: Mette Rasmussen 

Reportório Osório: As mais belas canções de Umor!

22 de novembro de 2020 | domingo | 18h00
Teatro-Cine de Torres Vedras

Reportório Osório é uma coleção de canções, aliando a escrita sagaz de Luís Fernandes à magistral música de Luís Cardoso. Um desfiar de histórias pessoais no masculino, quase sempre íntimas, do dilema ao dilúvio em poucas estrofes. O quotidiano das relações afetivas transformado em canções irónicas (para não lhes chamar heróicas), em que a teatralidade da interpretação só reforça o perfil de cada personagem. O resto são... canções, as mais belas canções de umor.

 

Voz e interpretação: Luís Fernandes
Acordeão: Sónia Sobral 
Músicas: Luís Cardoso
Letras: Luís Miguel Fernandes