Acordeões do Mundo



Concertos

Bayan Quartet (PT)

Até 26 de outubro 2018 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

Com a evolução do acordeão no tempo, mais precisamente do Bayan, surge a vontade destes quatro amigos com um vasto currículo musical, premiados em vários concursos nacionais e internacionais, se juntarem para divulgar em quarteto um vasto repertório para esta formação.

Viajando desde o Barroco ao Contemporâneo, passando pela Música Tradicional Portuguesa esta formação interpreta obras originais de Gerhard Maasz, Vitorino Matono, André Santos, João Barradas, Astor Piazzolla e transcrições/adaptações de G.Rossini.

Pedro Santos, Carisa Marcelino, Nelson Almeida e Paulo Neto convidam-no a viajar ao som dos Bayan Quartet.

Fetén Fetén (ESP)

Até 27 de outubro 2018 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

A partir deste incomum encontro musical entre Jorge Arribas e Diego Galaz somos convidados a escutar melodias frescas, divertidas e muito dançáveis, que podem atravessar estilos tão díspares como a valsa, o foxtrot, o chotis, a jota, a seguidilla, a ronda, o pasodoble ou a habanera.
Fetén Fetén convidam-nos a uma viagem musical que nos transporta da nossa península a outras paragens, com ecos musicais balcânicos ou manouches, evocações melódicas japonesas, cantos de gaivotas ou mesmo o som do mar.
As composições musicais deste duo revelam um vasto mosaico de tendências e referências musicais, expressos nos próprios títulos dos seus temas: Jota del Wasabi, Habanera de El Espolón, He visto un Oso en los Cárpatos, Fandangos de Atapuerca, Swing a la pepitoria

Um reportório que diverte e emociona todos os públicos, uma música que, sem palavras, conta histórias. Uma viagem musical pelas raízes da cultura da península ibérica e por outros lugares do mundo.

Jorge Arribas: Acordeão, cadeira de campismo, flauta, asa de abutre, castanholas e… chocalhos
Diego Galaz: violino, trompete violino, phonoviolino, serra, mandolim, gaivotas e… vacas

Acordeões da Lusofonia

Até 31 de outubro 2018 | 21h30 às 23h00
Teatro-Cine de Torres Vedras

Consta que o acordeão, também conhecido por "gaita de mão", seja o primeiro instrumento ocidental utilizado na música urbana dos países lusófonos em África. O Funaná, estilo musical cabo-verdiano, tem no acordeão (gaita) a sua sonoridade básica, em harmonia com o ferro, um típico instrumento de percussão da ilha de Santiago tocado com uma faca de mesa. No semba e na rebita de Angola, no Gumbé da Guiné-Bissau, no Forró do Brasil, no Socopé e na Rumba de São Tomé, na Marrabenta de Moçambique, este instrumento é um dos pilares sonoros, trouxe a melodia que faltava e juntou-se aos ritmos dos tambores e chocalhos africanos, aos cânticos e danças urbanas do Sul, à música sacra já cantada nas línguas locais, especialmente os crioulos.

Bandas históricas dos PALOP como a "Voz de Cabo Verde", os “Leoninos de São Tomé”, alguns grupos da Cidade de Bissau, de Maputo e de Luanda, utilizavam muito este instrumento, mesmo antes das guitarras e da bateria chegarem, apesar de ter desaparecido com o tempo, quando apareceram outros instrumentos modernos. Com o surgimento dos sintetizadores e da sua apropriação na música africana, alguns instrumentos melódicos foram perdendo espaço e o acordeão estava entre eles pelo facto dos teclados computadorizados reproduzirem sons de muitos instrumentos, e só reaparece com a projeção da música do sul na cena "Música do Mundo".

As exigências deste mercado por uma música mais orgânica e original, resgatam os instrumentos mais tradicionais e, tal como o korá da África ocidental, foram reintegrados remontando às sonoridades de origem. Do Brasil, apenas a Bossa Nova, o Samba e alguns géneros mais comerciais, tinham projeção internacional. Os ritmos como o Baião, Forró e o Rastapé do Nordeste brasileiro eram discriminados e pouco valorizados fora do seu contexto ou território de origem, até a chegada do forró às festas universitárias no final da década de noventa, momento em que o ritmo conquista a elite brasileira e ganha projeção internacional. Até então, os músicos mais consagrados destes géneros tinham sido o Luiz Gonzaga e Dominguinhos, ambos excelentes sanfoneiros.

O concerto "Acordeões da Lusofonia" propõem exatamente uma viagem por estas sonoridades e pela história revisitando temas saudosistas. De Portugal serão temas do Minho, região de onde foram os acordeões para a África, uma vez que, de todos os países da lusofonia, é dos que preservam mais o acordeão que, aqui destacado, estará no centro e como elo de ligação ilustrando a nossa história comum em torno do instrumento; uma conjugação perfeita!

Ao centro, João Gentil e Carlos Lopes, dois conceituados acordeonistas portugueses. Juntam-se a esta festa várias vozes e um trio de baixo, guitarra e percussão para interpretar clássicos de Dominguinhos, Luís Gozaga, Banda Maravilha, Codé di Dona e Dominique, entre outros, num concerto intimista.

ZEF (FR)

Até 2 de novembro 2018 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

Os ZEF são sem dúvida uma das melhores bandas folk ao vivo no circuito europeu. Estes talentosos jovens músicos franceses além de uma grande capacidade técnica, imprimem nos seus espetáculos uma energia e um entusiamo alucinantes, bem como uma grande dose de sentimento e emoção.
Os amantes da música não podem deixar de admirar a forma como, a partir das raízes musicais da folk, os ZEF conseguem viajar por universos sonoros complexos e melodias estimulantes, tão únicas como belas. Uma banda eletrizante e hipnótica que fará as delícias dos melómanos presentes.

Baltazar Montanaro: Violino
Aurélien Claranbaux: Acordeão diatónico, kalimba
Laurent Geoffroy: Acordeão diatónico, accordina
Damien Dulau: Guitarra
Jean-Michel Martineau: Baixo

Eva Salina & Peter Stan (EUA)

Até 3 de novembro 2018 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

Tendo passado a sua infância na Califórnia e a viver atualmente em Brooklyn, Eva Salina é uma intérprete de Canções Romani, herdeira da diáspora balcânica nos Estados Unidos, cujas referências e mentores são alguns dos nomes maiores da música dos Balcãs.
A sua poderosa voz viaja, sem esforço aparente, pela intrincada e exigente expressão das canções Romani, explorando um reportório onde o pop vintage se cruza com a música tradicional.

O colaborador de Eva Salina é o acordeonista Sérvio/Romeno Peter “Perica” Stan, conhecido pelo seu virtuosismo e capacidade de improvisação intuitiva. A sua longa amizade e produtiva relação musical permitem uma forte dinâmica intimista nas suas apresentações ao vivo. Paixão, generosidade e empenho são as fundações de um trabalho musical baseado nas raízes culturais do duo e na sua capacidade de preservar as suas tradições, prestando um tributo às vozes femininas Romani, permitindo, assim, o seu empoderamento.

Um concerto que promete ser inesquecível!

Eva Salina Oficial