Acordeões do Mundo



Concertos 2014


Acordeões do Mundo – Tributo a Eugénia Lima

Até 25 de outubro 2014 | 22h00
Pavilhão Multiusos da Expotorres - Torres Vedras

Eugénia Lima, acordeonista e compositora, é um nome incontornável no panorama musical português. A sua carreira, plena de sucessos e de persistências, veio lavrar caminhos que marcam traços de uma singularidade absolutamente inovadora que só os maiores músicos são capazes de o afirmar e reproduzir. Mulher num mundo cuja história é essencialmente narrada por homens, conseguiu impor a sua sonoridade e estética com a altura a intensidade e o timbre de uma musicalidade ímpar que acompanhou e decerto acompanhará várias gerações de músicos e de públicos. 

Tocou em milhares de palcos, desde a sua Beira Baixa que a viu partir, ainda menina, para os mais afamados palcos de Portugal e, depois, dos diversos países que receberam o seu génio. Editou centenas de discos, foi premiada, medalhada e distinguida em diversas ocasiões, em 2011 tocou no Teatro-Cine de Torres Vedras, por ocasião do Festival Acordeões do Mundo, num concerto em sua homenagem, demonstrando uma precisão e um à vontade invejáveis, junto dos acordeonistas de várias gerações que a acompanharam. 

Em 2014, o mundo da música fica mais pobre com o falecimento desta diva do acordeão, aos 88 anos. Depois de uma justa homenagem em vida – no tempo em que aqueles que são grandes e importantes devem receber tributo – orgulhamo-nos de dedicar esta edição do Festival Acordeões do Mundo, ao génio desta grande Senhora, que decerto irá sorrir quando a nossa música atravessar os céus.´ 

Senhora Dona Eugénia Lima, Obrigado pelo seu legado!

Com a participação de:

  • Bianca Luz
  • Emanuel Soares
  • Francisco Maia Batista
  • Mário Paulo & João Costa
  • Sofia Henriques
  • Teresa e Rodrigo Maurício
  • Tiago Inácio
  • Vítor Apolo
  • Vítor Pastor e Sérgio Pastor 

João Frade & Munir Hossn (Portugal e Brasil)

Até 31 de outubro 2014 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

João Frade e Munir Hossn "Piriquitos e Botonetes"
Do encontro entre estes dois músicos que transmitem através da sua música a riqueza das suas culturas, nasceu este duo de tanta autenticidade .
Fruto da passagem dos portugueses no século XVIII pelo Rio Paraguaçu no Recôncavo Baiano,Brasil, deu-se uma mistura entre inúmeras melodias Portuguesas e os ritmos Afro-Brasileiros .
Dessa junção brotou um estilo autóctone e de muita personalidade.
Enriquecidos por essa herança e influenciados por suas diversas experiências musicais, João Frade e Munir Hossn convidam-nos através deste disco a uma nova e intensa viagem onde o Corridinho e a Chula andam de mãos dadas...
Desde muito jovem o acordeonista Joao Frade participou dos principais festivais dedicados ao seu instrumento como o Troféu Mundial de Acordeão (Italia), Concurso Internacional de Castelfidardo (Italia), Copa do Mundo de Acordeão (Dinamarca).
Representando sempre a melhor forma o seu país e levando a excelência da música Portuguesa. Conquistou lugar importante no panorama artístico Nacional e internacional.
Colaborou com artistas renomeados como Maria João, Mario Laginha, Pedro Jóia, Jorge Pardo, Lura, Kirk Lighsey, Carminho, Airto Moreira e Flora Purim, Rao Kyao, Chico César, entre muitos outros.
Com um começo de carreira muito semelhante porém noutro lugar do planeta, Munir Hossn percorreu desde muito sedo o seu grande país, Brasil, tendo a oportunidade de aprender muitos dos diferentes estilos musicais que ai existem.
Após todo processo de aprendizagem inicial ele decide continuar a sua pesquisa mas desta vez fora do Brasil, passando por Espanha, França, EUA, e outros países de com personalidade musical vincada.
Nesses países colaborou com grandes artistas tais como Joe Zawinul Syndicate, Mokhtar Samba, Roberto Fonseca, Gary Willis, Hermeto Pascoal, Jerry González,Mayra Andrade, Lenine, Didier Lockwood entre muitos outros…
E foi em Albufeira (Portugal) que esses dois artistas se encontraram e perceberam que a sua música se tornava única tanto na maneira de a tocarem juntos quanto na origem de cada uma delas, a afinidade musical entre estes dois artistas é bem patente a cada
momento que entram nesse sagrado local onde se dá a partilha de emoções, histórias… O nascimento do projecto "piriquitos e botonetes" era inevitável.

Kepa Junkera (Espanha)

Até 1 de novembro 2014 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

Em 2015, Kepa Junkera cumprirá trinta e cinco anos de carreira a tocar a sua trikitixa. Neste projeto, o músico procura transmitir aquilo que é a essência da sua música: arin arin, marchas fandangos…

Uma pequena história da trikitixa é o mote deste espetáculo, que nos propõe uma viagem emocional através da música e das vivências pessoais de Junkera. Depois de integrar a primeira edição do Festival Internacional Acordeões do Mundo, Kepa Junkera regressa a Torres Vedras acompanhado pelo septeto Sorginak.

Pietro Adragna Ensemble (Itália)

Até 7 de novembro 2014 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

Pietro Adragna Ensemble nasce do encontro entre Pietro Adragna, duas vezes Campeão do Mundo de Acordeão, o eclético percussionista Sergio Odori e o contrabaixista Cosimo Ravenni. O repertório tem sido enriquecido pelos arranjos originais do solista, que vão desde o tango argentino aos prelúdios de Piazzolla e à ópera de Rossini, passando pelas melodias mais famosas e imortais, revisitadas em versões instrumentais.

A música do grupo assume a forma de reinvenção contínua, muitas vezes em improvisações extemporâneas com base num repertório eclético e variado.

Kimmo Pohjonen (Finlândia)

Até 8 de novembro 2014 | 21h30
Teatro-Cine de Torres Vedras

A missão singular do acordeonista finlandês Kimmo Pohjonen é ampliar as possibilidades, o som, o espetro, o desempenho e a experiência do acordeão a níveis nunca antes tentados, vistos ou ouvidos. Acordeão, voz, efeitos sonoros e um espetáculo de luz combinam-se para criar uma performance única e cativante.

Visionário de energia ilimitada, Pohjonen tem raízes que remetem para os anteriores 40 anos de todas as expressões musicais do acordeão, incluindo popular, dança, clássica, rock, experimental, música de teatro e muito mais. Os seus estudos no progressista e inovador Departamento de Música Folk da Academia Sibelius foram um fator vital na transformação de Pohjonen no músico ousadamente criativo, versátil, e de reconhecido sucesso internacional que é hoje.

                Água do Vimeiro