Acordeões do Mundo



Introdução

Este sétimo festival possui caminhos renovados que se mostram em palco, como se se tratasse de um novo caminho que agora iniciamos, novas sonoridades, novos pontos de partida com partituras nunca escutadas que, embora tenham sido escritas frase a frase, é possível entendê-las e extrair-lhes os seus significados como uma totalidade.

Eis então a oportunidade reeditada por mais um festival em que testemunhamos grandes estilos musicais, que incaracterísticos aos nossos quotidianos e à nossa cultura apossa-nos de função intelectual e também emotiva proporcionando-nos a compreensão de outras culturas e de outros estímulos.

O ponto de partida neste festival é mantido como horizonte, há pois, uma espécie de antítese ou antifonia contínua plena de diversidade sonora e de estilos que criam um novo território de afirmação e de experimentalidade.

É nesse espaço que este festival se tem construído a par da persistente afirmação de um município que procura construir as pontes entre os elementos que convergem numa vocação para o cruzamento de culturas, constituindo-se num espaço propiciador entre criadores e públicos oriundos de geografias e de sonoridades poéticas tão díspares que por instantes unem-se naqueles inesquecíveis momentos que caracterizam os amantes...

Cada ouvinte pode construir a sua própria mitologia sobre o que o comove porque este festival é uma fatalidade de descobertas de géneros e de autores que com as suas sonoridades nos dão mais quotidianos, mais sonhos, mais desejos, numa catarse plena de comoção e de sensualidades.

Em 2010, Torres Vedras vai receber uma nova embaixada musical possuidora de valores singulares no panorama internacional, num universo que vem desde as tradições de um chamamé às sonoridades remisturadas do flamengo ao Jazz e do experimental ao sons orientais. Apresenta-se no Teatro-Cine de Torres Vedras a 27 de Outubro com os Taper Duel oriundos de Espanha, a 28 os Tuur Florizoone c/ Tricycle Aventura, da Bélgica, a 29 os MKF trio, vindos de França; a 3 Novembro apresentam-se os portugueses Danças Ocultas; a 4 de Novembro, vindo da Bielorússia os Port Mone, fechando o ciclo a grande referencia mundial do chamamé vindo da Argentina, Raul Barboza.


Carlos A. R. Mota
Director Artístico

                Água do Vimeiro